quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Aurora

Para uma pessoa especial, um relato, um texto rimado:


De manhã vejo aurora, quando o sol nasce
Aí desejo, de dentro pra fora, que esse tempo não passe
Incidido por medo de ser inconveniente
Descubro que não só pela manhã a Aurora se faz presente

Vi a mistura de cores,
em flores,
no escuro, clarear teu rosto
Sem ver nada que era oposto
Quando eu falava, tua boca ria
E eu via
Canhão de luz do horizonte
Como raio de sol da aurora do dia
Não só no amanhecer, mas até a noite

Mexeu tua mão
Como a folha que dança e toca o chão
Balançada por vento
Entranhada por tempo

Sentia o grave nos pés e os fazia vibrar
Tua mão continuava a dançar
O individual passara a ser dividido por afeto
Descansamos a cabeça na cadeira
E começamos a caminhar pelo teto

É formidável ler e ouvir tua conversa
Fazer tu sorrir com minha fala dispersa
Fundarei, para demais discussões, um grande comício
Mas de uma longa viagem este é só o início

Viaja comigo todos os dias
Para criar um elo
Pega tua mala, não precisa de guias
Pode até levar caramelo
Já temos o trem e a hora marcada
Embarquemos na história a ser desvendada

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