Entrei em um bar agora
Sentei e olhei para fora
A rua perdida em tantas histórias
E eu perdido nas minhas memórias
O cachorro me olha
Eu o chamo
Ele me ignora
O dono só olha pro pulso
No tempo avulso
Sem tempo, sem hora
Uma mulher está lá fora
Do lado da porta de onde mora
Senta no banco branco, olha pro espelho
Ajeita o cabelo, junta os joelhos e chora
Chegou o meu café
Mas já estou de pé
Do bar vou embora
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Relação Virtual
O convívio,
sem indivíduo,
não traz alívio,
nem boa impressão
Qualquer passo em falso dá calço à questão
sem indivíduo,
não traz alívio,
nem boa impressão
Qualquer passo em falso dá calço à questão
Aurora
Para uma pessoa especial, um relato, um texto rimado:
De manhã vejo aurora, quando o sol nasce
Aí desejo, de dentro pra fora, que esse tempo não passe
Incidido por medo de ser inconveniente
Descubro que não só pela manhã a Aurora se faz presente
Vi a mistura de cores,
em flores,
no escuro, clarear teu rosto
Sem ver nada que era oposto
Quando eu falava, tua boca ria
E eu via
Canhão de luz do horizonte
Como raio de sol da aurora do dia
Não só no amanhecer, mas até a noite
Mexeu tua mão
Como a folha que dança e toca o chão
Balançada por vento
Entranhada por tempo
Sentia o grave nos pés e os fazia vibrar
Tua mão continuava a dançar
O individual passara a ser dividido por afeto
Descansamos a cabeça na cadeira
E começamos a caminhar pelo teto
É formidável ler e ouvir tua conversa
Fazer tu sorrir com minha fala dispersa
Fundarei, para demais discussões, um grande comício
Mas de uma longa viagem este é só o início
Viaja comigo todos os dias
Para criar um elo
Pega tua mala, não precisa de guias
Pode até levar caramelo
Já temos o trem e a hora marcada
Embarquemos na história a ser desvendada
Indica
Alterei o meu sentir
A pressa, depressa, se assenta
Tudo passa a estar em câmera lenta
A viagem se dá depois de um estalo
E, então, eu me calo
Mas ainda assim eu falo
Filosofia a esmo
Conversa interna comigo mesmo
O cérebro frio, congelado por dentro
Ideias a mil a todo momento
Eu vejo o rastro do meu movimento
No rosto arrepio e no mundo um tormento
Lento
Dentro do vento do meu pensamento
Acompanhado de música e emoção
Analiso, com precisão,
O som de cada instrumento
A pressa, depressa, se assenta
Tudo passa a estar em câmera lenta
A viagem se dá depois de um estalo
E, então, eu me calo
Mas ainda assim eu falo
Filosofia a esmo
Conversa interna comigo mesmo
O cérebro frio, congelado por dentro
Ideias a mil a todo momento
Eu vejo o rastro do meu movimento
No rosto arrepio e no mundo um tormento
Lento
Dentro do vento do meu pensamento
Acompanhado de música e emoção
Analiso, com precisão,
O som de cada instrumento
Prefácio
Início na escuridão da caverna
Introdutória obra
Começa a poesia
Nascendo no dia
Sem mão e sem perna
Similar à cobra
Primeiro poema do leigo poeta
No verso ele insiste em falar sobre dia
Escreve poema sem nenhuma meta
Apenas escreve pra ver poesia
Introdutória obra
Começa a poesia
Nascendo no dia
Sem mão e sem perna
Similar à cobra
Primeiro poema do leigo poeta
No verso ele insiste em falar sobre dia
Escreve poema sem nenhuma meta
Apenas escreve pra ver poesia
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